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Refletor com sensor de presença

O sensor resolve dois problemas ao mesmo tempo: economia — a luz só acende quando precisa — e segurança — luz que acende de repente é dissuasória de um jeito que luz permanentemente acesa não é.

O que decepciona não costuma ser o refletor. É o sensor mal escolhido ou mal ajustado.

PIR ou micro-ondas

PIR (infravermelho passivo)Micro-ondas (radar)
DetectaCalor em movimentoMovimento, por reflexão de onda
Atravessa obstáculoNãoSim: vidro, madeira fina, parede leve
SensibilidadeMenorMuito maior
Disparo falsoMenosMais
Falha típicaNão vê quem vem de frente, devagarVê o vizinho pela parede
ConsumoBaixoMaior
Melhor paraExterno, área abertaInterno, garagem, corredor

PIR enxerga a diferença de calor entre um corpo e o fundo. Duas consequências práticas: funciona pior em dia muito quente, quando a diferença cai; e detecta muito melhor movimento atravessando o campo de visão do que movimento em direção ao sensor.

Por isso o erro clássico é apontar o PIR para o corredor por onde a pessoa se aproxima de frente — ela chega quase até a porta antes de acender. Aponte de lado.

Micro-ondas emite onda e lê o retorno. Detecta movimento mínimo e através de obstáculos — o que é vantagem dentro de casa e problema do lado de fora, onde ele dispara com o carro do vizinho.

Sensor duplo exige as duas detecções ao mesmo tempo. Reduz muito o disparo falso, custa mais e aparece em linha profissional.

Os três ajustes

Quase todo refletor com sensor tem três potenciômetros, e é neles que a instalação se resolve:

  1. SENS / alcance — até onde detecta. Comece no mínimo e aumente aos poucos.
  2. TIME / tempo — quanto fica aceso depois da última detecção. Segundos a minutos.
  3. LUX / crepuscular — a partir de que escuridão ele opera. É o que impede a luz de acender de dia. Ajuste no fim da tarde, não ao meio-dia.

Por que ele dispara sozinho

Em ordem de frequência:

  • Roupa no varal, galho, bandeira — movimento com variação térmica ao vento.
  • Animal. Gato e cachorro disparam PIR. Alguns modelos têm ajuste pet immunity; inclinar o sensor um pouco mais para cima também resolve.
  • Carro passando na rua, quando o alcance está no máximo ou o ângulo pega a via.
  • Ar-quente: saída de ar-condicionado, exaustor, churrasqueira, telha esquentando.
  • O próprio refletor. Se a luz aquece a superfície dentro do campo do sensor, ele relê como movimento, mantém aceso, esquenta mais — e não apaga nunca.
  • Micro-ondas atravessando parede, detectando quem está do outro lado.

Por que ele não apaga

Quase sempre é realimentação: o sensor está enxergando efeito da própria luz — calor na parede, insetos atraídos pela luz, ou reflexo. Afaste o sensor do facho, mude o ângulo, ou use modelo com sensor separado do corpo.

Sensor integrado ou separado

Integrado — tudo num corpo. Mais barato e mais rápido de instalar. Limitação séria: o sensor aponta para onde o refletor aponta, e quase nunca é o mesmo lugar ideal. E quando o sensor queima, o aparelho inteiro vai junto.

Separado — sensor de parede comandando um ou vários refletores. Permite pôr o sensor na altura certa (geralmente 2 a 2,5 m) e o refletor onde a luz precisa estar. É o arranjo que funciona bem, e o único que permite um sensor acionar vários aparelhos.

Sensor + solar

A combinação é boa por um motivo técnico, não só de conveniência: acender só quando precisa multiplica a autonomia da bateria. Um refletor solar que duraria 4 horas aceso direto atende a noite inteira se acende 30 segundos por vez.

É por isso que quase todo refletor solar de portão e cerca vem com sensor. Os critérios de bateria e painel continuam valendo — veja refletor solar.

Onde o sensor é a escolha errada

  • Área que precisa de luz contínua: pátio de operação noturna, frente de trabalho, circulação constante. O sensor vai ficar ligando e desligando, e o ciclo encurta a vida do driver.
  • Onde o atraso de acionamento é risco: escada, rampa, ponto cego de manobra.
  • Local com movimento permanente: o sensor nunca desliga e você pagou por nada.
  • Câmera de segurança: luz que acende de repente estoura a exposição da imagem. Nesses casos, luz contínua de baixo nível costuma render gravação melhor.

Checklist

  1. PIR para externo, micro-ondas para interno, duplo onde o falso disparo custa caro.
  2. Alcance e ângulo compatíveis com a área — e com a altura de instalação.
  3. Os três ajustes (SENS, TIME, LUX) acessíveis depois de instalado.
  4. Sensor separado, se o ponto ideal do sensor não é o ponto ideal da luz.
  5. Grau IP do conjunto, sensor incluído — veja IP66 ou IP67.
  6. Confira se o modelo aceita comando manual permanente (override), para quando você precisa da luz acesa sem depender de movimento.